Novas pistolas prioritárias no reequipamento da GNR
A GNR juntou-se ao programa de reequipamento de armas ligeiras para os três ramos das Forças Armadas, em particular pistolas, segundo um alto responsável do comando da GNR adiantou ao JN. O Ministro da Administração Interna já despachou nesse sentido, para determinar a participação da GNR em dois programas, o da pistola e da espingarda, após o Comando da Guarda mostrar interesse em que esse programa seja acompanhado.
E é a primeira vez que a GNR encara integrar um programa de renovação completo, não obstante as dificuldades económicas “É verdade, mas é a única forma de conseguirmos vantagens financeiras ao integrarmos uma “pool” em que vão ser compradas milhares de armas”, salientou esta fonte.
Dois oficiais integraram o grupo de trabalho conjunto que congrega os três ramos das Forças Armadas – Exército, Marinha e Força Aérea -, mas se bem que o objectivo seja a renovação do armamento ao serviço da Guardam, as opções terão sempre em conta as necessidades da força e da principal missão que desempenha o policiamento.
Dai que, em termos de espingardas para suceder à G-3, a GNR apenas necessite de 500 armas para colocar ao serviço do Regimento de Infantaria, que dispõe do Batalhão Operacional para intervenção em segurança interna e no exterior – como é o caso do Iraque. Já quanto à pistola-metralhadora, a GNR recusou entrar no programa, uma vez que começou a renovar no ano passado este tipo de armas, e o mesmo acontece com a metralhadora ligeira. “No Iraque temos quatro metralhadoras e consideramos serem suficientes. Quanto muito, poderemos precisar de outras tantas”.
Mas grande prioridade é a pistola. A actual pistola é a Walther P38, uma arma já com mais de 30 anos de uso – a par de outras armas como a Star e Walther P90 -, mas a verdade é que é a principal arma no serviço de patrulhamento.A GNR precisará de pelo menos 26 mil pistolas, tendo em conta o seu efectivo orgânico, e vai juntar-se também às Forças Armadas nesse concurso, mas já estabeleceu requisitos próprios, entre os quais que a pistola disponha de uma patilha de segurança, para garantia de mais segurança na utilização da arma. Na prática, será ums espécie de Lei de Programação Militar só para a GNR, com verbas próprias, mas que o Comando considera poder chegar a valores mais reduzidos porque será um programa a prazo.
Dúvidas quanto à TASER
O Comando da GNR entende que as armas menos letais são essenciais para a função policial, mas já quanto à aquisição da pistola eléctrica TASER (ver info gráfica) “é uma questão que tem que ser muito bem ponderada”. De acordo com um oficial, “temos que fazer muitos testes à arma até que possamos optar”. E quanto às acusações da Amnistia Internacional (AI) relativos ao efeitos letais não houve comentários, se bem que o representante da TASER em Portugal, António Amaro, tenha referido que a companhia processou a AI. Mas para a Guarda “há outras prioridades. Nas armas menos letais queremos comprar sim mais shot-gun, aí umas 400, mas a nossa grande aposta é a segurança passiva dos militares”. A principal opção passa pela aquisição de coletes à prova de bala, até porque não é segredo para ninguém que muitos militares têm vindo a comprar coletes do seu próprio bolso, pois os equipamentos existentes são insuficientes.

fonte: Jornal de Notícias, Segunda-Feira 20 de Dezembro de 2004
Secção: SOCIEDADE
Conjugação - Ministro da Administração Interna deu ordens para oficiais integrarem grupo de trabalho das Forças Armadas à Pistolas eléctricas sâo hipótese mas só depois de testadas. |