Grupo de Operações Especiais da PSP munido com pistolas eléctricas paralisantes.
Possível alternativa a armas de fogo
Comandante garante que a Taser, apesar de ter gerado grande polémica nos EUA, é muito eficaz e segura.
O Grupo de Operações Especiais da PSP tem ao seu dispor, desde há três meses, pistolas que actuam através de descargas eléctricas - um tipo de arma revolucionário mas que foi recentemente criticado pela Amnistia Internacional por ser usada como intrumento de tortura pelas tropas norte-americanas no iraque e por, alegadamente, não haver dados científicos sobre os seus efeitos.
Em Portugal, no entanto, de acordo com o comandante do Grupo de Operações Especiais (GOE), Manuel Magina da Silva, os futuros utilizadores destas armas submeteram-se às suas descargas e garantem a sua fiabilidade.
Por enquanto, só este corpo de elite da PSP está a utilizá-las mas há quem defenda a sua vulgarização. A nova lei das armas - pronta há mais de dois anos mas cuja aprovação tem sido alvo de sucessivos adiamentos - prevê mesmo que qualquer pessoa possa adquirir urna arma eléctrica, com potência até 2 mil “volts”, caso tenha uma licença própria para o efeito.
As Taser, como são conhecidas - nome da empresa norte-americana que as inventou - começaram a ser comercializadas em 1994 e, desde então, perto de 40 corpos de policia de todo o mundo, em particular norte-americanos, passaram a usá-las como urna alternativa e um complemeuto às armas de fogo.
Na Europa, o modelo apenas agora começou a ser introduzido em larga escala, equipando as autoridades britânicas e devendo, até ao final do mês, equipar também a policia francesa.
Autor: Ricardo Dias Felner
Fonte: O Público |